Descripción
O artigo discute as relações que se tecem entre as tecnologias da internet e as práticas de revolta e indignação em contextos variados. O marco inicial se dá com o levante zapatista da selva de Chiapas, no México, que toma forma no primeiro dia do ano de 1994, inaugurando um ciclo de contestação da globalização hegemônica, e a chegada envolve compreender os processos de ocupação de escolas deflagrados por estudantes brasileiros, em especial nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, entre 2015 e 2016, tidos como continuidades das jornadas de junho de 2013. Através de participação observante em protestos de rua e hipóteses autotestadas em plataformas tecnológicas, como Facebook, Twitter, Youtube, Whatsapp e Telegram, o objetivo é partir das tecnologias da internet para melhor caracterizar os contextos de luta e revolta que se configuram no terceiro milênio.