Estar em quarentena não impede de seguir o Serviço

Publicado: Domingo, 19 Abril 2020
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Desde o dia 21 de março, quando se decretou a quarentena obrigatória pelo Estado colombiano, devido à declaração da COVID 19 como pandemia, a equipe do SJPAM encontra-se obediente ao chamado “fique em casa” em Leticia, só podendo sair uma vez por semana segundo o “pico e cédula” determinados. Entre outras coisas, o P. Valério Sartor sj participou de reuniões virtuais nas quais os principais pontos de pauta foram: como está a situação dos povos indígenas frente à pandemia da COVID 19 e quais estratégias de ações se pode ter diante desta realidade. De maneira geral, pode-se perceber que, aos poucos, os indígenas vão entendendo a gravidade desta pandemia, que pode ser fatal se atingir as comunidades. Para eles o “ficar em casa” significa “ficar na aldeia” pela própria dinâmica das comunidades. Dessa forma, a entrada do vírus pode contagiar toda a comunidade facilmente, podendo ser fatal pela precariedade do sistema de saúde que os atende, principalmente na região Pan-amazônica. Por isso, considera-se que os indígenas se encontram na situação de povos mais vulneráveis frente ao contágio do Coronavírus.

Diante dessa situação, considera-se que é fundamental fortalecer estratégias de comunicação e informação sobre a COVID 19 e sobre os cuidados de proteção que as comunidades devem ter e, ao mesmo tempo, realizar ações solidárias de fornecimento de produtos básicos como alimentação e material de higiene e proteção. Em diálogo virtual com a FUCAI, também viu-se a necessidade de incentivar as igrejas locais e nacionais a se manifestarem e a organizarem ações coletivas com outras entidades ou instituições que desenvolvem ações concretas com as Comunidades, como também realizar um levantamento a fim de averiguar se as ajudas governamentais estão chegando às pessoas mais necessitadas. Após, será necessário pensar em ações estratégicas juntamente com outros, para atender aos mais esquecidos e desprotegidos.

Da parte do SJPAM, realizou-se uma partilha de alimentos básicos e material de higiene para cerca de 50 famílias das comunidades indígenas de Nazareth e Arara. Como não é possível ir até as comunidades, por causa das medidas de proteção, providenciou-se a entrega de produtos a uma líder da comunidade que veio até Leticia e se responsabilizou por repartir entre as famílias mais necessitadas.

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