De Havana, estimulando nossa vida e missão

Publicado: Segunda, 13 Mai 2019
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A 37a Assembleia realizou-se de 07 a 11 de maio de 2019, na Casa San José, Bairro Juanelo, em Havana.Experimentamos a hospitalidade e o carinho dos companheiros da Seção Cuba e de muitos colaboradores e colaboradoras. Menção especial às Irmãs Esclavas de Cristo Rey que nos trataram de modo extraordinário. A nossa presença na ilha buscou significar um gesto de solidariedade com o povo cubano e com nossos companheiros que aqui vivem e trabalham. 

A assembleia começou com os informes da vida e do trabalho das redes apostólicas, em particular das que interagem no Serviço Jesuíta à Amazônia que articula uma importante prioridade do nosso PAC. As presenças na Amazônia são variadas e as articulações também, a participação na preparação do Sínodo Pan Amazónico e na REPAM é uma contribuição fundamental. Permanece o desafio de irmos avançando a uma maior claridade com relação à nossa contribuição específica para essa realidade. 

O informe dos Provinciais sobre a receptividade das Preferências Apostólicas Universais nas Províncias foi positivo. Embora seja uma impressão provisória e ainda incipiente, percebe-se que as PAU respondem ao sentir do Corpo Apostólico e encorajam-nos a um processo de conversão pessoal, comunitária, provincial e conversão interprovincial. 

Sentimos também o apelo à conversão para refletir sobre passos concretos para configurar e consolidar uma cultura de salvaguarda de menores e vulneráveis que nos permita reparar, de alguma forma, os pecados e crimes que causaram tanta dor. Somos profundamente conscientes de que devemos responder seriamente às perguntas da Primeira Semana: Que temos feito por Cristo fraco e violado? Que fazemos por ele? Que devemos fazer por esse Cristo que nos interpela a viver de um modo diferente, a criar uma cultura de salvaguarda que nos torne mais críveis? Recordamos, em particular, a dura realidade de nossos companheiros no Chile que vivem um profundo processo de purificação, mas ao mesmo tempo a partir de um horizonte de missão e esperança que é, para nós, uma valiosa fonte de aprendizagem. 

A estruturação do 4º. Ano de Teologia ocupou um bom tempo de nossa reflexão. A assembleia colocou-se num ambiente de oração e conversação espiritual para repensar a necessidade de uma estruturação comum, para além das diversas modalidades que existem em nossas províncias. Identificaram-se pontos comuns: a necessidade de acompanhamento, o critério de tempos, lugares e pessoas, a consciência de que este é um tempo especial de preparação para o ministério ordenado e, portanto, os estudos teológicos e as experiências pastorais e de reflexão estão em função desta finalidade. A Assembleia concorda que o 4º Ano deve ser de preferência realizado nas próprias Províncias, uma vez que é um ambiente propício para ter na Província ao jesuíta que está próximo das ordens, particularmente tendo em conta que na maioria dos casos cursaram a teologia em Centros Interprovinciais de Formação. A Assembleia solicitou à Comissão de Formação que a partir do que se refletiu aqui ofereça opções que ajudem a realização do 4º. Ano. 

O pedido do P. Geral de continuar o discernimento sobre possíveis reconfigurações de Províncias, deu lugar à criação de uma comissão para elaborar um roteiro que ajude a próxima assembleia quanto a este tema. Esta comissão ajudará a iniciar um diálogo sobre o estado da questão e os possíveis caminhos a explorar. Pede-se ao P. Geral poder postergar a data final deste discernimento, devido aos processos de mudança nos próximos dois anos de 9 dos 12 Provinciais, à avaliação e reformulação do PAC e ao processo de acolhida das PAUs, além do final do processo de criação da Província do Caribe.

O nosso companheiro, P. Juan Antonio Guerrero ofereceu-nos um panorama muito completo sobre as Casas Internacionais de Roma, sua situação e os desafios atuais e de longo prazo. Ele nos fez aprofundar em nossa responsabilidade de ajudar nesta missão confiada pela Santa Sé à Companhia. 

Os diálogos à noite, com nossos companheiros de Cuba, Haiti e América Central foram mobilizadores e conscientizadores sobre a realidade desses povos irmãos. São muitas as perguntas que surgem sobre a colaboração que podemos dar como um corpo apostólico da América Latina e do Caribe.

Queremos agradecer a todos aqueles que tornaram possível esta reunião e, particularmente, aqueles que participaram como convidados especiais. Uma menção especial aos PP. John Guiney, Alfredo Ferro, Juan Antonio Guerreiro, Cristopher Llanos e Jean Denis Saint Felix. 

Agradecemos a Deus por esta Assembleia, pelos frutos recebidos e pelos desafios que se nos apresentam. E pedimos, com nosso pai Inácio, para sempre "nos dar a sentir sua mais santa vontade e graça para cumpri-la fielmente".

Havana, Cuba, 11 de maio de 2019.

 

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